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História do Filtro de Cerâmica
John Doulton fundou a sua primeira fábrica de louça em 1815, em Lambeth, Inglaterra nas margens do Rio Thames. Os principais produtos da companhia original, eram bustos cerâmicos, estatuetas, jarras e louça de mesa.


Influenciado pelo implacável progresso da Revolução Industrial, o Senhor DOULTON colocou o mesmo ênfase nas aplicações da industria para a tecnologia da cerâmica. Desde 1827 esta fábrica de fina louça chinesa esteve no negócio de tratamento de água, usando para os primeiros filtros de água Cerâmicos vários materiais de terra e de barro.
 
Em 1835 a Rainha Victória reconheceu os perigos de saúde existentes na sua água e incumbiu a o Senhor DOULTON da criação de um filtro de água para a Família Real. O senhor Doulton criou um filtro de barro vidrado com o seu funcionamento através da gravidade combinando a tecnologia de um filtro cerâmico com a capacidade artística de um recipiente de água feito à mão.
 
 
O filho de John Doulton, Henry, introduziu em 1862 o Filtro de Água de Carbono “Manganous Carbon”, no mesmo ano em que as experiências com bactérias de Louis Pasteur explode conclusivamente com o mito “Spontaneous Generation”. Este conhecimento mais avançado sobre as bactérias tornou possível direccionar os esforços de Pesquisa e Desenvolvimento – “Research and Development” – para a criação de uma cerâmica porosa capaz de filtrar estes minúsculos organismos.
 

Em 1901, o Rei Edward concedeu a categoria de cavaleiro a Henry Doulton e honrou a companhia autorizando o emprego da palavra ROYAL como referência nos seus produtos. Em 1906, a o senhor DOULTON introduziu um filtro que provou ser igual ao que Louis Pasteur desenvolveu em França. Este filtro foi rapidamente adoptado por hospitais, laboratórios e para a filtração de água em uso doméstico, por todo o mundo. A popularidade e eficiência dos modelos existentes, ainda no princípio do Séc. XX, tem resultado na sua utilização contínua em África e no Médio Oriente.
O alcance e a eficácia destes Filtros Purificadores de Água Domésticos, tem sido inteiramente alargado ao longo dos anos de forma a satisfazer as exigências do aumento das necessidades cada vez mais sofisticadas.
 
No coração (interior) do filtro cerâmico, encontra-se o mais básico dos elementos... TERRA. Esta substância é a mesma que os artesãos, primeiro na Ásia e depois na Europa, refinaram numa delicada porcelana e louça de barro “Shguns and Kings”.
 
Este material “Diatomaceous Earth” (D.E.), é uma substância fóssil, proveniente de minúsculas conchas de silicone deixadas por triliões de algas microscópicas chamadas diatomáceas, que têm habitado as águas da terra durante os últimos 150 milhões de anos. As diatomáceas têm uma propriedade que as tornam distintas de outras algas. Elas entrelaçam (tecem) conchas microscópicas que utilizam para protecção e locomoção. Estas conchas estão cobertas com um padrão com pequenos buracos, tão uniformes que uma pequeníssima alteração no seu desenho normalmente significa tratar-se de uma espécie diferente.
 
Enquanto que as diatomáceas morrem, as suas conchas sobrevivem, acumulando-se lentamente em depósitos/sedimentos no fundo de lagos geológicos e lagoas. Quando estes lagos secaram permaneceram os imensos depósitos de “Diatomaceous Earth”. Hoje existem mais de 1500 utilidades para o “Diatomaceous Earth”, desde abrasivos para pasta de dentes, agentes filtrantes para água e leite, isoladores eléctricos para fornos, para o aprefeiçoamento do verniz das unhas, e muito, muito mais.
 
Os últimos modelos destes filtros cerâmicos incorporam prata “Oligodynamic” impregnada numa cerâmica porosa no seu exterior (80.000.000 poros) que permite apanhar bactérias tão pequenas quanto 0,5 mícron. Os laboratórios consideram uma filtragem média com o tamanho efectivo do poro de 0.1 mícron a .45 mícron, para que seja bacteriologicamente estéril, e .45 mícron a 1.0 mícron para que seja bacteriologicamente seguro
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A regeneração das bactérias que ficam presas, ou na parte exterior da cerâmica ou nos próprios poros, é controlada pela prata que em contacto com a água liberta pequenas quantidades de iões metálicos carregados positivamente. Estes iões são levados para dentro do sistema de enzima da célula da bactéria e, por este meio, neutraliza-a.
 
O fluxo de água do filtro cerâmico pode ser facilmente renovado com o simples escovar da sua superfície exterior, debaixo de água corrente. À medida que a camada da cerâmica e os contaminantes são escovados e removidos, uma nova camada aparece. Este processo pode ser repetido centenas de vezes, antes do material da cerâmica se ter esgotado (gasto).
 
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