A.
O gosto
desagradável
Todos são unânimes em reconhecer que as mais
evidentes das suas características são
certamente o seu mau gosto, que se deve a
todos os produtos de tratamento, e
frequentemente ao seu peso, quando ela é
calcária. O seu consumo não é agradável e
ela ainda vai adulterar todas as bebidas
(chá, café, tisanas, caldos) e o sabor dos
alimentos quando utilizada na sua cozedura.
B.
Os produtos de tratamento da água
O mais conhecido é o cloro, que é um super
oxidante, daí a sua eficácia para matar
micróbios e bactérias que não se podem
desenvolver em semelhante meio. Este produto
é adicionado à água para torná-la "potável".
O cloro é um dos principais responsáveis
pelo gosto desagradável da água.
Estudos Americanos recentes confirmam mais
uma vez a sua influência nefasta sobre a
saúde, já posta em evidência pelas medições
bio-electrónicas.
O Cloro provoca, ao combinar-se com diversas
matérias orgânicas presentes na água, a
formação de clorofórmio, de tricloretileno,
tetracloroetano e haloformas cancerígenas.
Combinado com o amoníaco, ele transforma-se
em cloramina que é igualmente muito nociva.
Esta formação de derivados reduz a
quantidade de cloro activo e favorece a
proliferação bactérias. Um outro processo de
tomar a água potável, por vezes utilizado em
França, é o ozono que é também um gás muito oxidante. Em
princípio, ele decompõe-se rapidamente, mas
não parece ficar excluído pois uma parte
subsiste até à torneira.
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C.
Os nitratos
Eles provêem da utilização excessiva e em
constante crescimento de adubos azotados. Os
nitratos que assim se formam poluem cada vez
mais os lençóis freáticos e não poupam
certas fontes de água mineral.
As normas Suíças proíbem mais de 20
miligramas por litro, a França autoriza 50
mg/Lt e a concentração ultrapassa
frequentemente este montante, atingindo por
vezes, 100 mg/lt. As chuvas fortes conduzem
os excedentes de azoto para os rios e para
os lençóis freáticos, esta é a razão porque
a poluição causada por nitratos não cessa de
aumentar. Mais de 2 milhões de franceses
bebem água cujo teor em nitratos é superior
a 50 mg/lt.
Os nitratos podem transformar-se em
nitrosaminas cancerígenas em contacto com as
aminas dos tecidos. Eles provocam no
indivíduo uma patologia chamada "metemo-globinémia",
uma espécie de asfixia do sangue. É por esta
razão que a água da torneira pode não ser
conveniente para crianças de tenra idade.
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D.
Os pesticidas, os fungicidas e os
insecticidas
95 000 Toneladas destes perigosos produtos
são aplicadas anualmente nos solos em
França. 900 Substâncias diferentes de
insecticida, fungicidas e outros produtos
utilizados na agricultura são homologados.
Estes produtos químicos contaminam lençóis
freáticos e podem ser reencontrados em
quantidades sempre crescentes na água da
torneira.
A toxicidade aguda destes produtos é bem
conhecida. Ela é notoriamente acentuada pelo
facto da sua frequente associação,
interacção cujos prejuízos não são ainda
conhecidos, mas cuja gravidade nós podemos
recear. Em 1994, por exemplo, 307 em 353
municípios d'llle-et-Vilaine distribuíram
águas cujo teor em atrazina era superior às
normas.
A revista "Que Choisir" realizou um estudo
sobre a presença destes produtos químicos na
água da torneira: das 151 amostras enviadas
para laboratório, 18 comportavam vestígios
de pesticidas, em 34 casos, valores
superiores à norma. Esta é estabelecida a
partir do limiar de detecção de 0,1 micro-grama por litro. Numerosos
investigadores pensam que doses fracas mas
repetidas não são isentas do perigo a longo
prazo.
Todos os produtos químicos utilizados levam
um certo tempo a atingir os lençóis
freáticos, em função da natureza dos solos e
da pluviosidade. É portanto previsível que a
sua concentração na água da torneira ainda
vá aumentar nos anos vindouros.
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E.
Os inconvenientes do calcário
Conhecemos bem todas as suas consequências
ao nível das máquinas de lavar roupa e
loiça, dos esquentadores e dos canos.
Devemos fazer intervir um canalizador para
os destartarizar senão avariam-se e, por
vezes, os canos tem tanto tártaro que a agua quase que não corre e, por sua culpa, os
radiadores não conseguem aquecer.
O excesso de calcário pode igualmente
afectar o nosso organismo, e pouco a pouco,
danificar as Nossas artérias. O calcário deposita-se
igualmente nos rins, criando frequentemente
cálculos, provocando anualmente dezenas de
milhares de operações para os retirar.
F. Inconvenientes de cozinhar os alimentos
com água da torneira
A maior parte dos consumidores de água
mineral cozinham, por razões de custo e
transporte, com água da torneira. Eles
consomem deste modo quantidades não
negligenciáveis de produtos tóxicos de que
desejam proteger-se ao comprar água mineral.
É lamentável que os consumidores avisados
façam o esforço de comprar alimentos de boa
qualidade e os preparem com água calcária,
com cloro, alcalina e oxidada com um
potencial vital tão fraco.
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A água é melhor quando fervida?
Ferver água destrói as eventuais bactérias
mas não elimina qualquer dos elementos
indesejáveis (cloro, nitratos, pesticidas).
Acresce ainda que sob o efeito do calor o
carbonato de cálcio precipita-se e
transforma-se em tártaro.
Efeitos sobre a digestão e a assimilação dos
alimentos: - Experiências científicas demonstraram que a
água calcária com pH básico prejudica a
assimilação dos alimentos. Com efeito,
observou-se nos excrementos dos animais de
criação que bebem uma água dura, uma
elevada presença de proteínas e de sais
minerais. A concentração destes elementos é
fraca nos excrementos dos animais
alimentados de maneira idêntica, mas bebendo
água pura.
O cloro, destruindo os micróbios e as
bactérias da água, tem o mesmo efeito sobre
a flora intestinal.
Independentemente dos produtos
acrescentados, pelos poderes públicos e dos
contaminantes químicos (nitratos,
pesticidas), encontramos igualmente metais
pesados na água.
G.
As descargas de metais pesados
Numerosas fábricas instaladas perto de rios
despejam aí importantes quantidades de
resíduos e nomeadamente de metais tóxicos
que vamos encontrar na água da torneira.
Numa revista de informação sobre saúde, a "Fondamental"
nº 15, o comandante Cousteau declarava:
Hoje, as nossas fábricas despejam arsénio,
mercúrio e chumbo nos cursos de água. Os
nossos esgotos juntam-lhe detergentes. Os
nossos campos cultivados fazem lá correr
adubos e pesticidas A poluição da água que
nós bebemos está na origem de numerosos
cancros".
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H.
A influência das canalizações O CHUMBO
Numerosos canos que levam a água às nossas
habitações são ainda em chumbo. Podemos
encontrá-lo em seguida dissolvido em
quantidades excessivas na água, quando ela é
demasiado doce.
Encontramos em numerosas crianças, que bebem
água com elevado teor de chumbo, problemas
de saúde em relação directa com intoxicação
do organismo por este metal: atrasos
escolares, baixos quocientes intelectuais,
problemas de comportamento.
As crianças são muito mais vulneráveis que
os adultos, pois armazenam 50% do chumbo
ingerido contra apenas 10% pelos adultos
Fracas exposições ao chumbo parecem, a longo
prazo, responsáveis por hipertensão renal e
insuficiência renal que são as consequências
do saturnismo.
A Comunidade Europeia fixou a concentração
máxima em 50 micro-gramas por litro e o
nível de alerta às 100. Esta norma foi
estabelecida às 10 micro-gramas nos Estados
Unidos .
Topo
A
alteração da qualidade da água nos canos
À saída da estação de tratamento, a
qualidade microbiológica da água é garantida
pela ausência de bactérias e de germes
patogénicos. No entanto, parece que micro
organismos indesejáveis podem colonizar as
canalizações e proliferar no interior da
rede de distribuição.
I.
O potencial energético da água
A energia vital mede-se em unidades Bovis ou
em Angstroms. Uma célula ou um órgão em
perfeita saúde emite cerca de 6 500
unidades, os alimentos biológicos e frescos
à volta de 9 000. A água da torneira, em
Paris, por exemplo, emite apenas cerca de
3000 unidades.
Compreendemos assim imediatamente que o
consumo de uma tal água debilita o organismo
e reduz a sua oscilação celular, factor
fundamental de doença, como demonstrou
Lakhovsky.
J. Como verificar por si próprio a qualidade
Da sua água?
Teste de dureza: Concentração de calcário da
sua água. Idealmente, não deveria
ultrapassar 15 a 20 mg/lt.
Teste de nitratos: Detecta a sua presença em
quantidade na água. Esta concentração é
variável consoante as regiões. Certas
contêm-no em baixa quantidade, outras estão
próximas das normas máximas autorizadas de
50 mg/lt. Cada vez mais, as normas são
ultrapassadas podendo chegar às 100 mg/lt.
Topo
Teste do pH: Testa a acidez ou alcalinidade
da água. Um bom pH deve estar compreendido
entre 6 e 7.